2ª temporada de Ginny e Georgia amarra algumas pontas soltas e traz reviravoltas interessantes

As questões não resolvidas entre Ginny e Georgia são o principal mote da segunda temporada da série de mesmo nome, da Netflix, que estreou neste mês de janeiro. A trama gira em torno da nova vida que a família Miller (formada pelas já citadas Ginny, a filha, Georgia, a mãe, e o caçula Austin) tentam construir na pequena Wellsburry, em Massachusetts. 

A espera de dois anos valeu a pena, já que na continuação me deparei com uma narrativa mais madura, que consegue responder algumas perguntas da 1ª temporada ao passo que novas surgem. Mas, sem que fiquem buracos no roteiro, apenas mais pontas soltas para a temporada seguinte (se a dona Netflix não inventar de cancelar). 

Trailer “Ginny e Georgia”. Vídeo: Netflix/Youtube

Se você não assistiu a primeira parte da série, sugiro que pare por aqui, pois haverá alguns spoilers. 

Um dos grandes destaques é a evolução de Ginny, que depois de descobrir alguns fatos sombrios do passado de sua mãe, tem a saúde mental afetada. Então, vemos ela lidar com isso na maioria dos episódios e aviso desde já que contém gatilhos de automutilação. Ginny vai deixando de ser aquela adolescente chata e mimada, passando a ter um desenvolvimento mais complexo e aprofundado, além de se aproximar mais de sua mãe Georgia. 

As questões de raça aparecem de modo mais explícito, trazendo principalmente as problemáticas que surgem quando se é uma pessoa negra com uma mãe branca e criada em ambientes embranquecidos. Ginny passa a se conectar mais com suas raízes sem perder a conexão com Georgia. Mas isso, felizmente, não vira o mote principal da trama.

Ginny (Antonia Gentry) e Bracia Tameka Griffiths) | Quilombo Geek
Ginny (Antonia Gentry) e Bracia Tameka Griffiths), na série “Ginny e Georgia”. Imagem: Netflix/ Reprodução

Outro ponto positivo são os personagens negros que aparecem mais nessa temporada e mesmo sendo coadjuvantes, trazem uma bagagem interessante e fornecem o apoio necessário que Ginny precisa. Algo que torna a narrativa mais agradável. 

Apesar de toda a aura sombria que a série traz, por causa do passado de Georgia, ela aposta nos casais românticos para trazer momentos de leveza. Como Ginny e Marcus, Max e Silver e Georgia e Paul, de certa forma. Obviamente, Ginny e Marcus carregam todo o romance da trama, mostrando mais maturidade dessa vez e muita fofura. Protagonizando alguma das melhores cenas dessa temporada.

Além disso, a trama aproveita para se aprofundar em Marcus, trazendo algumas de suas questões relacionadas a saúde mental e de que forma isso afeta os seus relacionamentos interpessoais. Mais uma vez a obra pauta transtornos mentais, sem perder o foco no plot principal, de modo a trazer personagens mais humanos e narrativas palpáveis.

Marcus (Felix Mallard) e Ginny (Antonia Gentry)| Quilombo Geek
Marcus (Felix Mallard) e Ginny (Antonia Gentry). Imagem: Netflix/ Reprodução

No geral, a segunda temporada está tão boa quanto a primeira, talvez até melhor. Não perde o ritmo, nem acumula situações para enrolar o roteiro. Nos instiga a continuar a cada episódio, com reviravoltas e alguns acontecimentos surpreendentes.

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